Um RPG para chamar de seu

Pocket DragonTalvez uma das formas mais comuns de ficção interativa seja o RPG clássico. Pra quem não conhece ainda, vale apresentar o conceito. Role Play Game (do inglês jogo de interpretação de papéis, em uma tradução livre) é um jogo de papel e lápis, que permite a seus jogadores contar histórias em mundos fictícios, cada um interpretando um papel diferente.

O primeiro RPG da história foi o Dungeons & Dragons, uma adaptação de jogos de tática militar – não exatamente War, mas parecidos com isso – que adicionou uma pitada de um livro que havia virado febre na mente da população: o Senhor dos Anéis, por J.R.R. Tolkien.

D&D usou os elementos fantásticos da narrativa de Tolkien – entre outros escritores fantásticos – para criar esse jogo imaginativo, onde heróis salvavam princesas, dragões guardavam tesouros, elfos e outros elementos das lendas europeias conviviam e cada novo dia era uma nova aventura de capa e espada. O sucesso foi absoluto, e estamos falando do fim da década de 1970 por enquanto.

Certo, estamos falando de trinta anos depois da glória de Dungeons & Dragons. O RPG evoluiu, novos sistemas de regras, cenários – que variam do terror até a ficção-científica – foram criados. O próprio D&D mudou, adaptou-se, e os novos sistemas de regras abarcam a simulação de cada situação possível. No entanto, nem todos estão felizes com isso.

Para satisfazer a nostalgia de muitos brasileiros que cresceram jogando RPG, dois aficcionados pelo assunto criaram Old Dragon, uma reformulação com regras de várias edições do clássico D&D. Eu ainda não joguei e estava lendo as regras quando descobri que os caras não fizeram apenas um, mas DOIS sistemas. E o último deles me agrada muito: é o Pocket Dragon (dragão no bolso de trás da calça não incluído).

Ao contrário de sua contraparte grande, Pocket Dragon é um sistema de RPG gratuito, com regras simples que podem ser levadas dentro da carteira, com uma simples folha A4 dobrada em seis pedaços. Segundo Antônio Neto, autor do jogo, “esse sistema foi feito para ser jogado em qualquer lugar: em casa, na casa dos amigos, na internet, por e-mail, por chat, etc…”. Nem preciso dizer que o RPG é uma forma de desenvolver narrativas não-lineares, correto?

Em breve, vou postar aqui sobre um outro jogo de roleplay, só que um pouco diferente. Estou lendo as regras, namorando o PDF e, assim que eu jogar um pouco, posso fazer uma análise crítica por aqui.

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