Alguém entende o (desenvolvedor de RPGs) Steve Jackson?

Hoje me deparei com uma postagem do blog Não Intendo (reproduzida em miniatura ao lado), que me deixou especialmente sorridente. O jogo de cartas Illuminati, da Steve Jackson Games, não foi o único controverso, mas certamente o que mais desenvolveu alguma inquietação dos pró-conspiração-global-que-vai-matar-a-humanidade por coincidências como essa, ou por fazer referências às organizações, seitas e clubes secretos e/ou exclusivos que existem mundo afora.

As regras do jogo são bem simples, cada jogador está no papel de uma organização secreta que luta contra outras pelo controle global. Para isso, usam-se essas cartas que aumentam sua influência enquanto minam o resto dos jogadores. Até aí, Banco Imobiliário já fazia isso faz tempo, e ainda é mais popular.

Mas a verdade é que o jogo, além de baseado na série de livros Illuminatus, sempre foi mais uma paródia com doses de humor negro das teorias conspiracionistas do que qualquer coisa séria. De fato, os próprios prédios mostrados na figura nem parecem ter sido inspirados nas torres gêmeas, visto que são bem mais baixos.

No entanto, via de regra, existe uma tentativa grande de ver o controverso onde não existe, e a área 51 é um ótimo exemplo. A base, que foi por muitos anos reduto de mistérios e lendas sobre alienígenas, revelou-se faz algum tempo uma base de armas experimentais. Quando as pessoas começaram a dizer que haviam alienígenas por lá, o exército americano – sabiamente, eu diria – fingiu desconversar, justamente para que a mística criada em torno do lugar afastasse os Soviéticos e, de quebra, acabaram criando um gênero de ficção-científica – bem bobo, aliás – que dura bastante bem até hoje.

E não foi a primeira vez

Claro que, se tratando de jogos, essa nem foi a primeira vez que o senhor Jackson foi acusado de conspiração. Lá pelos idos do ano de 1990, a sede da Steve Jackson Games e a casa de um de seus escritores foram invadidas pelo serviço secreto americano, que acreditavam que crimes virtuais estavam sendo perpetrados pelos funcionários da empresa. O escritor cuja casa foi invadida, Loyd Blankenship, não só escreveu o RPG Gurps Cyberpunk – onde os jogadores vivem Samurais, Hackers e Xamãs num futuro “próximo” – como também mantinha um Bulletin Board System (BBS) – um fórum das antigas, para quem não conhece – onde conversava com outros usuários sobre cultura digital, tecnologia e outros itens de cultura hacker e cyberpunk em voga naquela época.

Esse caso é tão emblemático na cultura Hacker e entre desenvolvedores e jogadores que existe até uma referência no jogo Uplink, comentado alguns posts atrás, onde você pode acessar o servidor da Steve Jackson Games e descobre que o site foi fechado pelo FBI.

Enfim, espero que no futuro as pessoas passem a entender que: quando um cara faz um jogo e tem templários nerds nele, deve ser uma piada, então não levem a coisa tão à sério.

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