Speed Racer, um dos primeiros animes a ser exibido no Brasil, completa 45 anos

Nem todo mundo sabe, mas bem antes do fenômeno Cavaleiros do Zodíaco, em meados dos anos 90 que mudou a história dos animes no Brasil, outro desenho japonês já havia feito bastante sucesso por aqui. Há 45 anos o piloto Speed Racer (Go Mifune, no original) e seu Mach 5 – nome um tanto quanto pretencioso para um carro de corrida que chegava a um pouco mais de 300km/h* – eram adaptados e se tornaram uma série em desenho animado.

O mangá, assim como o título original do anime, se chama Mach Go Go Go e foi criado por Tatsuo Yoshida. A partir do sucesso do quadrinho, Yoshida e seus irmãos criaram a Tatsunoko Studios, que produziu a versão animada de Mifune e sua equipe a partir de 1967.

*Mach 5 – mach é uma unidade de medida de velocidade. Definida como a relação entre a velocidade do objeto e a velocidade do som.Mach 5 = 1701,45 m/s (velocidade supersônica)

O anime passou a se chamar Speed Racer quando foi levado para os Estados Unidos pela produtora Tran-Lux. Além da alteração do nome do personagem principal e do título da série, todos os outros personagens também sofreram alterações voltadas para o público ianque. A produção foi um fenômeno por lá. As mudanças foram herdadas para a versão brasileira, exibida pela primeira vez, em rede nacional, no programa “Clube do Capitão Aza” na extinta TV Tupi em 1975.

A série conta a história do piloto Speed Racer (Go Mifune) que dirige o automóvel de competição Mach 5 em corridas ao redor do mundo. Para vencer as corridas, Speed tem que combater as armadilhas e manipulações dos outros concorrentes como a Equipe Acrobática e o carro Mamute. Para isso, tem o auxílio de sua equipe formada pelo pai e criador do Mach 5, Pops Racer (Daisuke Mifune), de sua peguete Trixie (Michi Simura), do mecânico Sparky (Sabu), do irmão mais novo Gorducho (Kurio Mifune) e do mascote Zequinha (Sanpei). Mas quando a situação tá complicada, quem auxilia Speed é o Corredor X (Fukumen Resa) que na verdade é Rex (Kenichi Mifune), o irmão mais velho do piloto que desapareceu para se tornar agente da Interpol.

Outros mangás e animes mais recentes foram produzidos, mas sem o mesmo sucesso e repercussão do original. Em 2008, foi lançado uma versão para o cinema de Speed Racer (na minha opinião, horroroso como quase todo o live-action. Salvo a adaptação de Death Note) com Emile Hirsch no papel título, Christina Ricci (eu pegaria felizão) como Trixie e Matthew Fox interpretando o Corredor X

Há quase meio século, Speed Racer já se tornava um fenômeno internacional da animação japonesa e tem muito adolescente poser achando que é otaku e jovem descolado porque viu uns animes por aí. Sem saber que há vida antes de CDZ, DBZ, Naruto, One Piece…  Provavelmente os pais dessas crianças já curtiam animes e tokusatsus muito antes disso virar modinha.

[Alexandre Costa é o novo co-autor deste blog, espero que dêem boas-vindas ao rapaz, que deve escrever muito ainda sobre a cultura japonesa e sobre seu impacto na nossa. Outros virão (ou assim espero) nas próximas semanas.]

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