Uma das grandes trilhas de Uematsu: Final Fantasy VI

O vídeo acima do canal FullofFail é uma compilação de toda a música de Final Fantasy VI (que veio III pro ocidente na época) composta por Nobuo Uematsu. O cara extraiu os arquivos de som de uma das muitas roms presentes na internet do jogo e converteu para wav. É interessante perceber que existe uma textura muito interessante dos – para os padrões de hoje – escassos recursos do processador de som presente no Super Nintendo, o SONY SPC700. Detalhe curioso, a Sony que veio a ser uma das grandes rivais da empresa no mesmo setor com o Playstation no mesmo ano de lançamento do jogo: 1994. Três anos depois, o sucessor da série Final Fantasy foi lançado no console da Sony: Final Fantasy VII, lançado em 1997.

Aprendendo a jogar Dota com o Danilo

O Danilo começou um canal no YouTube essa semana que passou.

O canal é uma espécie de mega tutorial com dicas e informações pra quem quer entrar num mundo louco dos chamados e-Sports, com Defense of The Ancients: o seminal mod de Warcraft 3 que deu origem à jogos competitivos que hoje lotam eventos, como a Brasil Game Show desse ano.

Na minha opinião, começou muito bem! É articulado e sabe passar informação, o que é muito importante para quem vai entrar na carreira de YouTuber.

Comendo pizza e falando besteira em Knights of Pen & Paper:

Quem já jogou RPG alguma vez deve se lembrar do clima descontraído quando os dados estão rolando. Kinghts of Pen & Paper, da Behold Studios, faz justamente isso. A Behold é mais uma daquelas desenvolvedoras nacionais independentes de jogos, que estão crescendo bastante no país nos últimos anos. É muito bacana ver que estamos produzindo jogos de qualidade, especialmente com elementos culturais que são, no fim das contas, muito próprios do jogador brasileiro.

Sabe, tem duas coisas que fazem um bom jogo móvel: uma mecânica simples de aprender e uma série de objetivos de curto prazo. Essas duas características são necessárias pois, na maioria das vezes, o jogador estará em movimento ou num intervalo de tempo pequeno (esperando um ônibus, dentro do metrô, no consultório médico etc). Kinghts of Pen & Paper faz justamente isso. No jogo, você controla o mestre e os jogadores da mesa. Controlando o mestre, você decide os desafios que os jogadores enfrentarão, com uma interface muito bacana de montar batalhas. Já no controle dos jogadores, a coisa se desenrola de forma muito parecida com os bons e velhos RPGs japoneses, com combates em turnos que emulam várias mecânicas presentes nos RPGs de mesa. Por exemplo, os jogadores e monstros rolam iniciativa para decidir a ordem de quem vai atacar primeiro.

O jogo mantém um clima bastante descontraído, fazendo gracinha com vários aspectos da mecânica: desde a criação dos jogadores – onde você pode, entre várias opção engraçadas, chamar o entregador de pizza pra jogar – até os personagens que aparecem nas quests – versões caricatas de clichês do gênero. Certamente, uma coisa que não falta nesse jogo é bom humor e referências da cultura pop. Eu, até agora, já encontrei referências à Scott Pilgrim, Journey e Star Wars, só pra citar algumas.

Enfim, vale sim dar uma olhada nessa produção nacional. Só espero que não apareçam mais desses tão cedo, fico tanto tempo jogando que acabo não postando aqui!

Baixe o app para Android ou iOS por US$1,99

Sistemas gratuitos para RPGistas curiosos

Eu sou um entusiasta de boas histórias e, ultimamente, tenho me deparado com a necessidade de contar algumas delas. Que maneira mais interessante de manter viva essa vontade de contar histórias do que numa mesa – mesmo que virtual – de RPG? Por isso, tenho reunido alguns excelentes jogos gratuitos ao redor da Internet e colocado tudo em uma pastinha no dropbox. Quer ver?

Eis um pouco do que você vai encontrar lá dentro:

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The Silent History: Como usar o espaço urbano para contar histórias

Existem muitas maneiras de contar histórias hoje em dia. No entanto, o que são histórias se não momentos e fragmentos de nossas vidas que cortamos e formatamos para apresentar aos nossos ouvintes? Contar histórias é vivenciar e repassar experiências. Mas, e se você pudesse visitar determinado lugar que serviu de inspiração para um contador de histórias? E se a única maneira de experimentar essa história fosse indo até essa fonte de inspiração? Ainda bem que, com a tecnologia de localização global dos smartphones de hoje isso é possível.

The Silent History é um app (disponível para iPhone e iPad) projeto de Eli Horowitz, ex-editor chefe da revista americana McSweeney’s – especializada em publicar textos literários  – que tenta “reinventar o livro” ou, pelo menos, experimentar um pouco com novas formas de contar histórias. Para isso, ele utiliza duas frentes: uma série de relatos diários, com diversos personagens e recortes espalhados por locais do território americano.

Infelizmente, a primeira leva de histórias só poderá ser acessada se você morar nos Estados Unidos. No entanto, esse app também é uma ferramenta que pode ser utilizada por escritores para vender suas histórias utilizando essa tecnologia. Será que o mundo literário acabou de ficar mais cibernético?

Quais são os artigos mais controversos da Wikipedia (ou seriam da humanidade?)

Me deparei com esse excelente site chamado Notabilia, que criou esse infográfico interativo em formato de arbusto. Cada ramo é um artigo controverso. Conforme as pessoas discutem, opinando entre manter (Keep) ou deletar (Delete) cada artigo, o site analisa e demonstra o resultado utilizando um algoritmo que desenha os ramos baseado no tempo de discussão (anos, meses, etc), e na quantidade de keepsdeletes. Vamos entender como isso funciona? Continuar lendo

Formas narrativas diferentes: fazendo o simples ficar sensacional desde 1994

No meu primeiro post eu falei sobre a diferença que uma boa história faz em um jogo. Mas, além do conteúdo, o formato em que a narrativa é apresentada também proporciona um sabor especial para quem está jogando. Essa semana finalizei pela segunda vez o meu jogo de RPG favorito: “The Legend of Dragoon” (1999). O jogo foi uma tentativa (bem sucedida na minha opinião) da Sony de competir com o sucesso que a Square Enix fazia com os jogos da série “Final Fantasy”. Continuar lendo